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Thursday, February 04, 2010

Preconceito

Eu queria saber até quando esse, que nem sei se pode ser chamado de sentimento, vai existir tão intenso assim no mundo. Como se ser gay, fosse doença, limitação, distúrbio. É inaceitável esse tipo de atitude nos dias de hoje.

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General é contra homossexuais no Exército

Um general do Exército que se manifestou contrário à presença de homossexuais nas Forças Armadas provocou protestos e muita polêmica nesta quinta-feira. O general foi ouvido na quarta numa comissão do Senado.

Na reunião, o general Raymundo Cerqueira respondia a uma série de perguntas e os senadores analisavam se ele tinha condições técnicas de assumir o cargo de ministro do Superior Tribunal Militar. A indicação dele foi aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça. Para ele, o Exército não é lugar para homossexual.

“Não há compatibilidade no cargo que se exerce com o tipo de comportamento, porque tem sido provado que o individuo não consegue comandar. Comando, principalmente em combate, tem uma série de atributos e um deles é que o soldado, a tropa, fatalmente não vai obedecer. Não é que um indivíduo seja um criminoso”.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil lamentou que esse tipo de discriminação ainda exista nas Forças Armadas e disse que a defesa do país tem que ser feita por homens e mulheres preparados, independente da opção sexual de cada um.

Na União Europeia, 17 países admitem homossexuais militares. Mas dez (Bulgária, Chipre, Grécia, Hungria, Letônia, Malta, Polônia, Portugal, Romênia e Eslováquia) não aceitam.

Já nos Estados Unidos, quem se declara gay é proibido de entrar nas Forças Armadas. Mas, na semana passada, o presidente Barack Obama fez um discurso em que prometeu trabalhar para rever essa regra.

No Brasil, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, promete também discutir o assunto. “Evidentemente que essa manifestação feita pelo general não influenciará nos debates internos, porque isso não diz respeito à competência do tribunal a que ele agregará”.

Mas hoje não existe nenhuma lei que proíba homossexuais de seguir carreira nas Forças Armadas. O que código penal militar considera crime é a pratica de atos libidinosos homossexuais ou não nos quartéis.

Depois da polêmica, o presidente do Superior Tribunal Militar se pronunciou. Deu uma declaração completamente contrária a do general Cerqueira. Para o ministro Carlos Alberto Soares, ser homossexual é completamente compatível com a atividade militar. Para ele, o que é exigido de todo militar é conduta ética e postura profissional.

Mas em 2008, um então sargento do Exército denunciou que o namorado, também sargento, estava sofrendo perseguição no quartel por ser homossexual. Pressionado, pediu para sair do Exército. O procurador do caso, Giovanni Rattacaso, disse que muitas vezes os superiores usam pretextos para punir os homossexuais.

“O que não impede algum chefe militar que seja homofóbico passe a perseguir, punindo disciplinarmente por desalinho do uniforme, cabelo comprido ou qualquer coisa dessa natureza, porque três punições disciplinares podem resultar na sua expulsão”.

2 comments:

priscila toller said...

aqui no brasil passou uma materia no jornal hoje sobre isso,eu acho um absurso! mas emfim... espero que um dia o mundo seja livre e sem preconceito

Caio Abreu said...

Como ja disse no meu blog num post... eu tenho tanta preguiça do mundo qd vejo coisas assim...

E o que me da mais desespero ainda é que as vezes tenho a impressao que em 2000 anos da era cristã, parece que nao avançamos em nada!

As pessoas continuam com seus preconceitos pre-historicos e os mais imbecis estão no poder!

Thursday, February 04, 2010

Preconceito

Eu queria saber até quando esse, que nem sei se pode ser chamado de sentimento, vai existir tão intenso assim no mundo. Como se ser gay, fosse doença, limitação, distúrbio. É inaceitável esse tipo de atitude nos dias de hoje.

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General é contra homossexuais no Exército

Um general do Exército que se manifestou contrário à presença de homossexuais nas Forças Armadas provocou protestos e muita polêmica nesta quinta-feira. O general foi ouvido na quarta numa comissão do Senado.

Na reunião, o general Raymundo Cerqueira respondia a uma série de perguntas e os senadores analisavam se ele tinha condições técnicas de assumir o cargo de ministro do Superior Tribunal Militar. A indicação dele foi aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça. Para ele, o Exército não é lugar para homossexual.

“Não há compatibilidade no cargo que se exerce com o tipo de comportamento, porque tem sido provado que o individuo não consegue comandar. Comando, principalmente em combate, tem uma série de atributos e um deles é que o soldado, a tropa, fatalmente não vai obedecer. Não é que um indivíduo seja um criminoso”.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil lamentou que esse tipo de discriminação ainda exista nas Forças Armadas e disse que a defesa do país tem que ser feita por homens e mulheres preparados, independente da opção sexual de cada um.

Na União Europeia, 17 países admitem homossexuais militares. Mas dez (Bulgária, Chipre, Grécia, Hungria, Letônia, Malta, Polônia, Portugal, Romênia e Eslováquia) não aceitam.

Já nos Estados Unidos, quem se declara gay é proibido de entrar nas Forças Armadas. Mas, na semana passada, o presidente Barack Obama fez um discurso em que prometeu trabalhar para rever essa regra.

No Brasil, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, promete também discutir o assunto. “Evidentemente que essa manifestação feita pelo general não influenciará nos debates internos, porque isso não diz respeito à competência do tribunal a que ele agregará”.

Mas hoje não existe nenhuma lei que proíba homossexuais de seguir carreira nas Forças Armadas. O que código penal militar considera crime é a pratica de atos libidinosos homossexuais ou não nos quartéis.

Depois da polêmica, o presidente do Superior Tribunal Militar se pronunciou. Deu uma declaração completamente contrária a do general Cerqueira. Para o ministro Carlos Alberto Soares, ser homossexual é completamente compatível com a atividade militar. Para ele, o que é exigido de todo militar é conduta ética e postura profissional.

Mas em 2008, um então sargento do Exército denunciou que o namorado, também sargento, estava sofrendo perseguição no quartel por ser homossexual. Pressionado, pediu para sair do Exército. O procurador do caso, Giovanni Rattacaso, disse que muitas vezes os superiores usam pretextos para punir os homossexuais.

“O que não impede algum chefe militar que seja homofóbico passe a perseguir, punindo disciplinarmente por desalinho do uniforme, cabelo comprido ou qualquer coisa dessa natureza, porque três punições disciplinares podem resultar na sua expulsão”.

2 comments:

priscila toller said...

aqui no brasil passou uma materia no jornal hoje sobre isso,eu acho um absurso! mas emfim... espero que um dia o mundo seja livre e sem preconceito

Caio Abreu said...

Como ja disse no meu blog num post... eu tenho tanta preguiça do mundo qd vejo coisas assim...

E o que me da mais desespero ainda é que as vezes tenho a impressao que em 2000 anos da era cristã, parece que nao avançamos em nada!

As pessoas continuam com seus preconceitos pre-historicos e os mais imbecis estão no poder!